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É das mulheres que os charts gostam mais

Pharrell bem que tentou, mas não teve jeito, o ano só foi “Happy” por causa delas.

Yhury Nukui
Duds Saldanha

Se os anos 90 eram das boybands e girlbands, os 2000 das bandas e de artistas do hip-hop, os últimos têm sido, predominantemente, das mulheres. Embora elas sempre tenham muito mais destaque na indústria, seja pelo trabalho ou pela vida pessoal, 2014 foi um ano em que, tirando uma coisa aqui, outra ali, a música delas ganhou muito mais atenção que o sapato ou vestido que usaram numa festa. Can i get an amen here?

É das mulheres que os charts gostam mais
Duds SaldanhaNa cidade do pop, as mulheres dominaram as principais ruas em 2014.

Da tradicional lista de fim de ano da Billboard, apenas quatro lugares são ocupados por homens: One Direction (1º), Justin Timberlake (4º), Pharrell Williams (9º) e Eminem (10º).

Katy Perry, que tem tudo para dominar 2015, foi um dos grandes destaques. Embora não tenha lançado um disco tão redondinho quanto “Teenage Dream”, a moça sabe muito bem como entreter. Os videoclipes da era “Prism” são um espetáculo à parte – alô “Unconditionally” e “This Is How We Do” – e, inclusive, ela é dona do vídeo mais visto do ano: “Dark Horse”, sua parceria com Juicy J, também indicada ao Grammy.

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Tivemos Beyoncé, que jogou seu autointitulado disco na nossa cara em dezembro passado, que movimentou a indústria como não víamos há anos, divulgando seu álbum na surdina. Ao longo de 2014, inúmeras foram as promessas de que alguém repetiria o feito. O U2 até tentou, lançando o disco gratuitamente na Apple Store, mas pecou quando o material apareceu – do nada – em todos que utilizam o iOS. A moça saiu em turnê com o maridão, batendo recordes de público e arrecadação, ganhou dois especiais na tevê e fechou o ano com o relançamento de “BEYONCÉ”.

Taylor Swift chegou no último trimestre e não saiu das manchetes. Talvez tenha sido o primeiro dos anos em que seus ex-namorados tiveram menos atenção que seus materiais em si – muito bem produzidos e premiados. A mulher conseguiu vender mais de um milhão de cópias com cada um dos seus dois últimos discos, ganhou centenas de prêmios e acabou eleita Mulher do Ano pela Billboard. Pela segunda vez.

Teve Iggy Azalea e Ariana Grande que tiveram, finalmente, os seus momentos. E juntas. “Problem” é um dos maiores hits do ano e será imortalizado na história da cultura pop, sem nenhuma sombra de dúvidas. A música, na verdade, foi só um chamariz para o sucesso que estava por vir. Iggy emplacou o seu disco debute “The New Classic”, que rendeu hits como “Fancy” e “Black Widow”, além de um relançamento, enquanto Ariana se deu muito bem com seu segundo álbum “My Everything” e seus outros dois singles, “Break Free” e “Love Me Harder”. Por fim, tivemos “Bang Bang”, faixa de Jessie J com participação dela e Nicki Minaj.

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My anaconda don’t! Nicki Minaj botou o bumbum para mexer em 2014 e emplacou “Anaconda”, carro-chefe de “The Pinkprint”, seu terceiro disco. O impacto da faixa foi tanto que o vídeo é, hoje, o mais visto do YouTube em toda a história da plataforma. Reza a lenda que toda vez que alguém senta numa cadeira e ouve os versos “O M G, look at her butt”, não consegue se conter.

Meghan Trainor preencheu a cota de Carly Rae Jepsen de 2014. Mas diferente da moça de “Call Me Maybe”, a cantora já não está sob a sombra do título de “one hit wonder”. Isso porque, além de ter emplacado “All About That Bass”, Meghan tem conseguido bons frutos com “Lips Are Movin”, segundo single de seu disco debute a ser lançado em janeiro, que inclusive ganhou um investimento milionário da HP.

Foi em 2014 que vimos, finalmente, Sia ser abraçada pelo mundo. Com seis discos no currículo, a australiana se envolveu na composição de boa parte dos hits deste ano – incluindo o não-tão-bom-assim hino da Copa, “We Are One (Ole Ola)” – e, pela primeira vez, viu sua música tão perto do topo da Billboard. “Chandelier” fez o mundo cair aos pés dessa mulher, que adotou a estratégia de não mostrar o rosto.

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É engraçado pensar que, fora Beyoncé, os grandes sucessos do ano não saíram das grandes cantoras já consagradas com anos de carreira e que, aliás, ficaram bem em segundo plano. Shakira não conseguiu emplacar o seu disco autointitulado nem com uma parceria com Rihanna que, aliás, pelo segundo ano consecutivo não lança um material inédito. Lady Gaga precisou investir no jazz porque no “ARTPOP” não dava mais, enquanto Britney Spears se limitou a permanecer em sua residência em Las Vegas.

Kylie Minogue, coitada, também não conseguiu ser salva pelo fantasma do fracasso. JLo não se deu muito bem e só conseguiu alguma atenção quando chamou Iggy Azalea pra um dueto. E Nicole Scherzinger? Essa, com certeza, vai precisar tentar outra vez em 2015, ano que vai trazer boas novas dos retornos de Hilary Duff, Gwen Stefani e Fergie, trio que já nos deu prévias do que está preparando.

O que a gente deseja pra indústria no ano que vem? Mais um monte de mulher poderosa mostrando a que veio, e deixando a gente maluco com tanto material de qualidade.

5 mulheres para ficar de olho em 2015
Tem muito material bom vindo por aí no próximo ano!
Tinashe
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Promessa para o R&B, 2015 tem tudo para ser o ano de Tinashe. A moça, que lançou o delicioso “Aquarius” este ano, gravou um remix com Nick Jonas e sai em turnê com o moço como ato de abertura da nova turnê de Iggy Azalea. Alguém ainda tem dúvidas de que Iggy Iggz vai dar uma ajudinha pra moça?

Jess Glynne
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Também deveras conhecida pelo público, Jess Glynne emprestou seus vocais para “Rather Be”, um dos grandes sucessos da banda Clean Bandit em 2014. No próximo ano, a moça lança seu primeiro disco e, pelo andar da carruagem do que já foi divulgado, vem muita coisa boa por aí!

Vérité
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Verité é um pedacinho de amor na Terra. Seu pop melancólico tem tudo para conquistar mais fãs da cena alternativa. A moça já tem um EP lançado, o “Echo”, e já está trabalhando em seu primeiro disco.

Rae Morris
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Ô terra que faz artista talentoso que é esse Reino Unido. Rae Morris, uma das indicadas ao BBC Sound Of Music, tem tudo pra arrebentar em 2015. A moça, que tem um quê de Kate Bush, já tem quatro EPs – três deles lançados este ano – e seu primeiro disco, “Unguarded”, é esperado para o próximo ano.

Shura
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Shura é daquelas artistas multiuso, que canta, compõe, remixa, e também faz umas edições de vídeo. Aleksandra Denton, seu nome de nascença, evoca uma sonoridade que a gente via brilhando lá nos 80 e 90 e que tem recomeçado a tornar-se uma tendência. O disco debute da moça também é aguardado pra 2015.

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Edição #20
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