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Ela é fancy, e todo mundo já sabe

Ela é fancy, e todo mundo já sabe

O nome do ano na música pop é Iggy Azalea, que se destacou nos charts, na popularidade e até mesmo deu um up na carreira de outros artistas.

Jader Gomes

Da Austrália para o mundo, temos o atual dedo de ouro da música pop. Iggy Azalea não só colocou o próprio nome no topo, como também deu destaque para outros artistas. Dos menos conhecidos ao já consagrados, todo mundo quer atrelar o seu nome ao dela. Obviamente para tirar, em proveito próprio, o máximo que der da boa fase da rapper.

Mas Iggy também não é inocente, a moça sabe que as parcerias certas em diferentes vertentes a tornam mais popular entre outros públicos que não o seu cativo. E ela, primeiramente, apostou nas europeias com potencial para estourar. Para o público pop mais alternativo, Charli XCX, que empresta os vocais para o smash hit “Fancy”. Já o pop mainstream ficou por conta da já conhecida, porém ainda não alavancada, Rita Ora, da parceria “Black Widow” - #4 na Billboard. E ambas as britânicas já estão colhendo os frutos desses trabalhos.

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Azalea foi esperta e certeira. Por se tratar de seu primeiro passo mais contundente no mercado fonográfico norte-americano, ela precisava garantir um featuring que funcionasse bem, mas ao mesmo tempo sem uma grande estrela já consagrada nos Estados Unidos. Era mais seguro jogar de igual para igual do que arriscar e ser engolida.

Assim, de forma menos arriscada, Iggy foi além do esperado com sua estreia aqui do outro lado do Atlântico, já que nos charts do Reino Unido ela vinha conquistando bons resultados desde 2013. “Work”, sua música de estreia, teve um bom desempenho comercial dentro do top 20 das paradas britânicas. “Bounce” conseguiu o pico no #13. E a até então mais bem sucedida “Change Your Life”, com T.I, que foi top 10 no UK Singles Chart.

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Mas, com “Fancy” oficialmente lançada na América e em rápida ascensão, Iggy também mexia seus pauzinhos em parcerias nos materiais de outros cantores que poderiam lhe trazer bons frutos. Não poderia ter escolhido nada melhor que “Problem” da Ariana Grande, que a fez, com suas duas primeiras entradas oficiais na Billboard Hot 100, igualar um recorde histórico dos Beatles – ter ao mesmo tempo dois singles no primeiro e segundo lugar da lista.

Depois de sete semanas no topo com “Fancy”, Azalea empatou com Adele (“Rolling In The Deep”) no quinto lugar entre as mulheres com o maior número de semanas no comando da Hot 100 nesta década. E o clipe, com sua releitura do clássico adolescente “As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless, 1995)”, foi arrebatador no apelo e identificação popular.

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A partir daí, não demorou muito para que Iggy fosse usada para “desflopar” carreiras, o que descaradamente aconteceu quando convidada para substituir Pitbull no feat de “Booty”, single do super apagado “A.K.A”, da Jennifer Lopez. Diferente das outroras bem-sucedidas parcerias com o farofeiro, as atuais não estavam rendendo como antes. Por isso, a escalação de Azalea foi a última cartada para que o disco de JLo não continuasse de mal a pior.

A empreitada não só salvou o single, com grande ajuda do ultra sensual clipe que em menos de duas semanas já tem mais de 40 milhões de views, como fez com que “Booty” marcasse a segunda melhor entrada de Lopez na história da Billboard Hot 100, #18, com todas as chances de continuar subindo e se consolidar como hit.

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Durante uma recente entrevista, Britney Spears manifestou o desejo de trabalhar com a rapper em seu nono álbum de inéditas, ainda por vir. E todo mundo sabe que ela causou aquela mudança nos planos de Nicki Minaj de reposicionamento de imagem no mercado, ensaiado nos primeiros passos de divulgação do ainda não lançado “The Pink Print”.

Ah, e quem nunca imaginou que Jessie J só não chamou Iggy Azalea para “Bang Bang” por falta de espaço e de afinidade, segundo o que se comenta, entre a loira e Minaj? Será que Mariah Carey ou Lady Gaga já têm seus planos com Iggy? Brincadeiras à parte, a australiana é, indiscutivelmente, a bola da vez.

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Edição #17
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