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Minha primeira experiência com o Lollapalooza

Aquele fim de semana de abril que marcou minha vida para sempre.

Yhury Nukui
[imggrande classe="dois um"] Lollapalooza [/imggrande] [artigo classe="dois"] [hgroup classe="dois center"] [secao]Vitrola[/secao] [titulo]Minha primeira experiência com o Lollapalooza[/titulo] [manchete]Aquele fim de semana de abril que marcou minha vida para sempre.[/manchete] [autor]Yhury Nukui[/autor] [/hgroup] [texto classe="texto-padrao cen"]

Estava ansioso pela minha primeira experiência em festivais. Na verdade, não sabia muito bem o que esperar. Sempre tive vontade de frequentar um evento desse porte, repleto de pessoas apaixonadas por música, esbanjando estilo e vivendo aquele momento como se fosse algo muito único. Na semana que antecedeu o Lollapalooza Brasil, que rolou no primeiro fim de semana de abril, não conseguia conter minha ansiedade. Meus amigos que o digam. [sub]

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Cheguei em São Paulo na manhã do sábado e cheio de expectativas para os shows que me aguardavam no Autódromo de Interlagos. Aliás, que lugarzinho longe, hein? Foram dois metrôs, um trem absurdamente lotado e uns bons minutos de caminhada, debaixo de um sol escaldante. Mas para quem não se aguentava de esperar por uma semana, aquele tempinho andando não ia me desanimar. Quando finalmente avistei o local, me deparei com uma fila que, para chegar ao final, eu demorei cerca de uns dez minutos (sério!).

Com vários portões de entrada, todo mundo se realocou em apenas uma fila, já que na entrada do local não havia uma pessoa sequer que desse uma informação precisa sobre como aquela multidão entraria no Autódromo. “Ah, existem outros portões, mas sei informar se eles foram liberados”, me informou um policial, antes que eu desistisse daquela fila e fosse com meus amigos para um outro portão, que tinha uma quantidade muito menor de pessoas. [galeria] [galeriaitem img="http://vestiario.org/wp-content/uploads/2014/04/edicao10-vitrola-lollapaloozabrasil-fotoum.jpg" alt="Foto: Reprodução" txt="Imagine Dragons, Lorde e Muse eram os artistas mais aguardados do sábado. Fotos: Reprodução/I Hate Flash"] [galeriaitem img="http://vestiario.org/wp-content/uploads/2014/04/edicao10-vitrola-lollapaloozabrasil-fotodois.jpg" alt="Foto: Reprodução"] [galeriaitem img="http://vestiario.org/wp-content/uploads/2014/04/edicao10-vitrola-lollapaloozabrasil-fototres.jpg" alt="Foto: Reprodução"] [/galeria]

A primeira decepção foi perder o show do Capital Cities, uma das bandas que eu mais esperava assistir. Mas tudo bem. Ainda tinha o Imagine Dragons que, há dois anos, domina minhas playlists e foi uma das minhas maiores motivações para o Lollapalooza. E que show fantástico. Ainda estou processando o quão extasiado eu fiquei naquele concerto de uma hora e quinze minutos. O som não estava dos melhores na parte alta do enorme local onde ficava o Palco Ônix, mas bastou que eu descesse um pouco mais aquele gramado para que conseguisse ouvir com perfeição os vocais de Dan Reynolds.

O caos se instaurou assim que o show da banda acabou e todo o público presente, que era assustadoramente grande, teve a mesma ideia de correr para o palco Interlagos – o mais distante do Ônix – para assistirem a apresentação de Lorde, que aconteceria dali cinco minutos. O resultado, obviamente, foi um empurra-empurra que culminou na perda de mais da metade do show da cantora.

Um dos principais problemas do primeiro dia foi justamente esse: os horários dos shows para a imensidão do Autódromo. Com lotação máxima, por vezes era impossível se locomover em meio a tantas pessoas. Fica a dica para que, no próximo ano, diminuam a quantidade de ingressos a serem vendidos e, principalmente, calculem tempo suficiente para os intervalos entre os shows, para que todo mundo consiga assistir o que quiser e não precise viver uma cena de Jogos Vorazes.

Lorde é estranhamente adorável. A forma com que ela incorpora a música que canta é impressionante. Foi impossível não cair aos encantos da neozelandesa, que se mostrava muito grata em estar no Brasil e muito impressionada com a plateia, que entoava boa parte das canções da setlist – que incluíram faixas de seu disco debute, “Pure Heroine” e até um cover inédito de “Hold My Liquor”, de Kanye West, dedicado especialmente para os brasileiros. [figure classe="img-post central"]

Este vídeo está no YouTube e pode deixar de ser exibido a qualquer momento
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Estava ansioso pela maior atração da noite, o Muse, mas só fiquei até a metade do show, por medo de que a movimentação na hora de ir embora fosse muito grande – afinal, eu estava num lugar que mal conhecia. Mas pelo pouco que eu vi, Matt Bellamy fez o que pôde para que, mesmo com laringite, desse o seu melhor aos fãs ali presentes. Voltei do primeiro dia com o pensamento de que, se o domingo fosse um pouquinho parecido com o sábado, eu pensaria duas vezes em retornar ao Lollapalooza em edições futuras. [sub]

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Acordei no domingo ainda sentindo aquela dorzinha nos pés, mas animado por mais um dia de shows maravilhosos. E na esperança de que eu não precisasse ficar na fila da comida por mais de quarenta minutos ou não conseguisse me locomover sem ser esmagado por outras pessoas.

Cheguei mais cedo no Autódromo que, dessa vez, contava com algumas pessoas com megafones informando os portões de acesso, o que fazia com que fluíssem com mais naturalidade e sem afobação. Respirei mais tranquilo. Entrei pelo mesmo portão do sábado e, pasmem, não peguei nada de fila. Nem parecia o mesmo local que eu estava no dia anterior.

No palco Interlagos, o primeiro que se via ao entrar no Autódromo, estavam Supla e João Suplicy, que fizeram um show fantástico como os Brothers Of Brazil. Aliás, se você não conhece o trabalho dos caras, deveria. Após o show, fomos almoçar no Chef' Stage, que mostrou uma diversidade de comidas com valores (acessíveis) dos mais variados. Um ponto fortíssimo do festival! [galeria] [galeriaitem img="http://vestiario.org/wp-content/uploads/2014/04/edicao10-vitrola-lollapaloozabrasil-fotocinco.jpg" alt="Foto: Reprodução" txt="Jake Bugg, Ellie Goulding e Arcade Fire foram os destaques de domingo. Fotos: Reprodução/I Hate Flash"] [galeriaitem img="http://vestiario.org/wp-content/uploads/2014/04/edicao10-vitrola-lollapaloozabrasil-fotoquatro.jpg" alt="Foto: Reprodução"] [galeriaitem img="http://vestiario.org/wp-content/uploads/2014/04/edicao10-vitrola-lollapaloozabrasil-fotoseis.jpg" alt="Foto: Reprodução"] [/galeria]

Estava animado para o segundo show do dia: Ellie Goulding. Me realoquei perto do palco e mal acreditei quando a britânica, magrinha, adentrou o palco vestindo uma camisa da Seleção Brasileira cantando a maravilhosa “Figure 8”, de seu segundo disco, “Halcyon”. O show mostrou uma Ellie tímida, mas animada e incrivelmente doce. Em um dos pontos da apresentação, ela disse que o Brasil era uma das melhores plateias que ela já teve – fala que se repetiu no dia anterior, com Imagine Dragons e Lorde.

Vi parte do show do Vampire Weekend, no Palco Ônix, e o mesmo problema com o som se repetiu. Mas não demorou muito para que eu fosse conhecer a tenda eletrônica – o palco Perry – que recebia o trio de Chicago, Krewella, que apresentou um show de deixar qualquer boquiaberto. Era impossível não se manter animado com a energia de Yasmine e Jahan, que estavam sem seu terceiro integrante, Kris.

O show foi um aquecimento para Jake Bugg, que subiu pontualmente no Palco Interlagos às 19h00. Sem dizer um simples “boa noite”, o rapaz se limitou a entoar canções de seus dois primeiros discos e um cover de Neil Young, intercalado com alguns “obrigados” entre uma faixa e outra. Mesmo com seu ar arrogante – ou tímido? - não se pode negar o talento do rapaz. É incrível como ele manteve a plateia atenta a cada verso de suas músicas. [figure classe="img-post central"]

Este vídeo está no YouTube e pode deixar de ser exibido a qualquer momento
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O dia ia chegando ao fim e tentei me dividir para ver um pedacinho de Arcade Fire e New Order, bandas que eu admiro e que fiquei muito chateado por terem tocado na mesma hora. Por mais que tenham feito um show espetacular, até onde eu pude assistir, eu esperava bem mais do Arcade Fire. Quanto ao New Order, foram fantásticos. Sem tirar, nem por!

Fica também a dica para o próximo ano: deem uma olhada com mais carinho nos horários das bandas do line-up para que desconfortos como esse do Arcade Fire e New Order não ocorram novamente. [sub]

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Impossível não me arrepiar ao me lembrar da vibe daquele Autódromo, que recebeu dezenas de artistas super talentosos e milhares de pessoas vindas das mais diversas partes do Brasil. Mesmo com os problemas do sábado, o saldo final foi positivo e não me arrependo nenhum pouco da grana que desembolsei para o festival.

Valeu, Lollapalooza. Minha primeira experiência foi tão especial quanto eu imaginei que seria. Nos vemos em 2015! [/texto] [/artigo]

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Edição #10
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Editorial

O fluxo natural do fim

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