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Pelo fim da palavra flop

Será que o flop realmente define bem o que acontece com as carreiras dos popstars? Definitivamente, não.

Yhury Nukui
[imggrande classe="dois"] Christina Aguilera [/imggrande] [artigo classe="um"] [hgroup classe="um"] [secao]Vitrola[/secao] [titulo]Pelo fim da[br] palavra flop[/titulo] [manchete]Será que o flop realmente define bem o que acontece com as carreiras dos popstars? Definitivamente, não.[/manchete] [autor]Yhury Nukui[/autor] [/hgroup] [texto classe="texto-padrao esq"]

ois mil e treze foi um ano bem movimentado na indústria fonográfica. Retornos não esperados, lançamentos muy aguardados e até surpresas (não é mesmo, Beyoncé?) fizeram parte de um ano que pareceu ter sido bem maior que o de costume.

Se por um lado tivemos um ano bastante atípico, o que não mudou foram os fãs das nossas queridas divas da música. Continuam incrivelmente chatos como nunca — e talvez eu até me encaixe nessa lacuna, afinal, também tenho minhas preferências. Mas idiota não sou. Enquanto os “alternês” pouco se importam com o que suas bandas favoritas fazem ou deixam de fazer, os admiradores mais assíduos do gênero pop acompanham até as idas de sua cantora preferida ao supermercado.

Mas, se tem uma coisa que não faltou mesmo em 2013, foram palavras de ódio e brigas entre fanbases. Motivado por um texto do jornalista Jason Lipshutz, publicado em 07 de janeiro pela revista americana Billboard, resolvi finalmente falar algumas coisas que estão engasgadas há muito tempo.

O inferno, com o perdão da palavra, começou quando Lady Gaga decidiu bater de frente com o lançamento do novo single de Katy Perry. “Roar”, inicialmente, levou a melhor. O que levou os fãs da Mãe Monstra ao ápice da raiva. “Charts não importam pra gente”, disse um xiita que, uma semana antes, havia apostado quase uma vida que a estreia de sua “rainha” não seria nada menor que o primeiro lugar.

E as paradas de sucesso não deveriam importar mesmo pros fãs. Os únicos que devem se preocupar com isso são os executivos que estão investindo grana naquele artista. E onde a Interscope reclamou do desempenho de Lady Gaga? Muito pelo contrário. Sabiam que o sucesso de “Applause” bateu o sucesso de “Bad Romance” nas rádios? Pois é. Mas, obviamente, se ela não estreou no topo... flop!

Miley Cyrus? Ah, ela só quer chamar atenção. E nós continuamos consumindo cada palavra do que ela diz. Por isso ela faz o que bem entende. Na hora e no momento em que julgar necessário. Mas, o que todo mundo esquece, é que o momento atual da moça pode ser muito explicado quando, lá em 2010, ela fora massacrada pelos “fãs” quando o desempenho de “Can’t Be Tamed” não chegou nem perto dos singles de Hannah Montana, do debute “Breakout” e do esmagador EP “The Time Of Our Lives”. E então, ela sumiu e reapareceu mais forte e polêmica do que nunca.

Beyoncé também não foge à regra. A mulher, que é um monstro no palco como quase nenhuma outra popstar atual consegue ser, abriu o Super Bowl do ano passado e perdeu a oportunidade de divulgar uma nova música de trabalho. Antes disso, entretanto, uma faixa inédita figurava em um comercial da Pepsi. A incógnita permaneceu na cabeça dos admiradores que não assistiram nada além do que estavam acostumados: uma apresentação espetacular. Mas esperavam o quê? Que ela fosse descer numa nave, vestida de paquita, com Michelle Williams e Kelly Rowland do lado?

A musa passou a ser massacrada de críticas. Saiu em turnê sem nenhum material inédito e o show mais se parecia com um de “grandes sucessos”. “Nada de material inédito de Beyoncé em 2013”, dizia um texto, que eu mesmo escrevi em julho do ano passado. Infinitas críticas surgiram, já que o último disco da cantora teve um desempenho inferior aos anteriores. Um “flop” que rendeu sete singles, um material audiovisual e, pasmem, um Grammy. E todos nós sabemos o final dessa história. O arrebatador “BEYONCÉ”, assim mesmo com tudo em maiúsculo, chegou sem avisar em dezembro e calou quem quer que fosse.

Britney Spears também fora vítima das más línguas. “Britney Jean”, o oitavo disco de sua carreira, estreou em quarto lugar, sem nenhuma divulgação. E numa velocidade fora do normal, as piadinhas começaram, já que o desempenho de “Work Bitch” – que chegou ao 12º lugar da Hot 100, também sem nenhuma divulgação – e “Perfume” foi, para os pseudo-críticos, bem aquém do esperado. E dá-lhe pedras em Britney, a flopada/barrada dos charts, que recebeu milhões de dólares por uma residência de dois anos em Las Vegas.

Não, não esqueci dela. Christina Aguilera. A mais perseguida dos últimos anos não tem sossego desde o “flop” de “Bionic”. Mas a questão dela é bem diferente. Foi boicotada, para que desse espaço para uma outra cantora (que todos sabem quem é) tivesse seu momento de glória. Veio “Lotus” e a esperança renasceu. Mas murchou mais rápido do que a própria flor que dá nome ao disco. A falta de vontade da cantora – ou talvez cansada das críticas que recebia dos fãs e da crítica? – reinou absoluta.

Mariah Carey, Justin Bieber, Nicole Scherzinger, Nelly Furtado, Ke$ha, No Doubt e mais um punhado de artistas sofreram com as más línguas. Mas nem por isso deixaram de entregar trabalhos de qualidade – muito pelo contrário.

As cifras dos artistas mencionados acima continuam aumentando dia pós dia, enquanto nós, que deveríamos apenas consumir o que quiséssemos sem sermos julgados por isso, preferimos cuspir ofensas nas redes sociais, implicando com quer que seja. Não estar no topo, não significa estar “flopado”. A definição da palavra vai bem além disso. E é melhor que a definição nem seja compreendida, afinal, ninguém sabe usá-la da forma correta. O ideal é que seja abolida de vez.

Bom dia, em primeiro lugar “gostaria de menos implicância”. Em segundo, “não importa em qual número sua diva figurou na Billboard”. Vamos viver, cada um com a sua favorita, sem deixar que o amor se torne uma obsessão e acabe deixando tudo mais chato. [/texto] [/artigo]

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Edição #06
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