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Quem falou que o cafona é ruim?

O conceito de cafona, além de não necessariamente denegrir a imagem de um clipe, por exemplo, não quer dizer que não tenha sido intencional.

Jader Gomes
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Quem falou que o cafona é ruim?
Divulgação
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h, o ser humano! Século 21 e ainda temos que lidar com a mínima falta de conhecimento, ou pelo menos a falta de vontade em adquiri-lo. Isso porque vivemos em plena Era da Internet, e mesmo que exista muito conteúdo lixo nela, o Google está ali — a um passo de um simples “enter” — para que possamos acessar uma infinidade de possibilidades esclarecedoras.

Na nossa última edição, resolvi falar sobre 20 clipes cafonas dos últimos 20 anos. E dentre as principais coisas que muitos criticaram sobre a seleção, ficou claro o fato de não concordarem com tal ou tal clipe ser enquadrado no conceito, sempre se atendo ao fato de cafona imprimir algo negativo.

Sério, gente? Existem pessoas tão restritas assim, que acham que cafona em todo e qualquer caso quer dizer algo ruim ou menos importante do que algo considerado “erudito”, de bom gosto? Pois é...

O conceito de cafona, além de não necessariamente denegrir a imagem de um clipe, por exemplo, não quer dizer que não tenha sido intencional. O cafona pode ser sim algo pejorativo, como também pode apenas significar algo que misture muitas informações, que seja over. Como podemos ver em alguns dos clipes citados na polêmica, sem necessidade, lista que deu origem a esse texto.

Em “Who Do You Think You Are”, das Spice Girls, ou “Can’t Hold Us Down”, da Christina Aguilera, para citar alguns, você vai dizer que todos aqueles acessórios, cores, misturas de tecidos e outros não são over e intencionalmente feitos para atingir esse efeito?

Inclusive, uma das principais características da arte kitsch, uma vertente da cafonice, é a produção para o consumo em massa, exatamente um dos pontos principais do motivo para que clipes sejam feitos. O kitsch pode sim ter surgido para designar algo inferior, mas hoje, se ater a isso é equivocado. Principalmente quando consideramos que, assim como qualquer outra arte, é uma forma de expressão legítima, que tem a intencionalidade de causar alguma sensação a quem a consome.

É bom citar também que, existe uma diferença entre você defender o fato de um clipe ser ou não cafona somente pelo fato de ser fã ou não do cantor que deu a cara a tapa. Mas enfim, isso é material para outro raciocínio.

O que fica de pedido é que deixemos de lado as definições tão arraigadas e que afrouxemos os cabrestos. A vida, assim como a cafonice, não é um roteiro de novela mexicana, onde a mocinha é eternamente boa e irreparável, bem como a vilã é sempre a malvada e única errada de toda a história. [/texto] [/artigo]

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Edição #04
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